Coronavírus: não é férias. Melhor ficar em casa | Jornal Fogo Cruzado DF

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Coronavírus: não é férias. Melhor ficar em casaCoronavírus: não é férias. Melhor ficar em casaCoronavírus: não é férias. Melhor ficar em casa

Melhor ficar em casa. Medida, segundo o Ministério da Saúde, evita propagar o vírus e tem se mostrado método eficiente nos países mais atingidos pela pandemia

Brasília (DF) – Diante do avanço do novo coronavírus (que causa a Covid-19) pelo Brasil, uma das medidas preventivas para impedir o aumento do número de infectados tem sido o isolamento social, e ou domiciliar. O método tem sido eficaz em países como a China e Coreia do Sul na redução das taxas de crescimento dos casos de covid-19. 

Um levantamento divulgado no dia 19 de março pelo Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde (Nois), formado por especialistas da PUC-RJ, da Fiocruz e do Instituto D’Or, analisou as estratégias adotadas por diferentes países contra o vírus. O estudo constatou a eficácia das medidas de isolamento e restrição da mobilidade.

Quando cumpridas à risca pela população (ficar em casa), são eficazes em reduzir a velocidade da disseminação da doença. Assim, preservam o sistema de saúde do colapso, avaliam os especialistas.

No Brasil, dirigentes do Ministério da Saúde não descartam a adoção de medidas mais duras de isolamento social, cujo objetivo é tentar frear a propagação da doença. De acordo com a pasta, em publicação do dia 19 de março, depois de receberem os primeiros cuidados dos profissionais de saúde, pacientes que apresentem sintomas graves ou que atendam ao grupo de risco, serão estabilizados e encaminhados para a rede hospitalar.

Já os pacientes com sintomas leves, receberão os cuidados necessários e orientações de isolamento. Se os familiares desses pacientes desenvolverem sintomas, também deverão procurar atendimento médico. Mesmo em isolamento domiciliar, os pacientes são monitorados por equipes de saúde a cada 48h.

Ainda de acordo com o ministério, a organização do processo dentro das unidades ficará por conta dos gestores de saúde, que terão autonomia para determinar estratégias necessárias para cada serviço, de acordo com a realidade e necessidades locais.

Brasileiros tomam ciência da pandemia do coronavírus

Pesquisa do instituto FSB aponta que quase a totalidade dos brasileiros já tomou ciência da pandemia do novo coronavírus. O levantamento ouviu duas mil pessoas nos dias 18 e 19, e 99% delas afirmaram já ter ouvido falar da Covid-19.

A maioria das pessoas ouvidas pela pesquisa acredita que os sintomas são sempre perceptíveis (80%), que qualquer sintoma justifica uma ida ao hospital (71%), e que o uso de máscara é o suficiente para evitar a disseminação do coronavírus (58%).

Ainda de acordo com o levantamento, a situação do coronavírus é grave para 65% e, ao todo, 75% responderam ter “muito medo”, “medo” ou um “medo médio” da doença.

Já para 63%, o novo coronavírus é grave no Brasil e no resto do mundo. Para 28%, é grave em outros países, mas menos ou pouco grave no Brasil. Para 6%, é pouco grave tanto no país quanto fora. E para 1% é grave no Brasil, mas não em outros países.

Apoio às restrições

Medidas como suspensão de aulas e fechamentos de estabelecimentos estão sendo tomadas pelo governo federal e pelos governos estaduais. Ao todo, 92% apoiam a proibição de shows e eventos culturais; 91% a interrupção do futebol e eventos esportivos; 90% o fechamento de escolas e academias; e 89% a interdição de praias (89%).

O fechamento de bares e restaurantes é defendido por 81% dos entrevistados, segundo o instituto FSB.

Como a população está se prevenindo

Quanto aos cuidados que os brasileiros estão tomando para se prevenir de contágio com o vírus que causa a Covid-19, lavar as mãos com maior frequência foi a medida apontada por 95% dos entrevistados.

Outras medidas mais são evitar frequentar locais com aglomerações (89%), evitando cumprimentar outras pessoas com apertos de mão, abraços e/ou beijos (88%) e evitando ir a bares ou restaurantes (88%).

O percentual de brasileiros que está utilizando álcool em gel para higienizar as mãos é de 75%. As medidas com menor taxa de adesão são a estocagem de alimentos e outros produtos (17%) e o uso de máscara (8%).

Taxa de infecção

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras fontes estão estimando que a taxa de infecção do Covid-19 é mais alta que a gripe sazonal e a gripe suína, mas consideravelmente menor que o sarampo. A televisão pública suíça SRF diz que os últimos números da OMS colocam a taxa de mortalidade do Covid-19 em cerca de 3,4% na China e cerca de 1,1% fora da China.

Cientistas britânicos estimam que a taxa de transmissão do novo coronavírus entre humanos é de duas a três pessoas para cada paciente infectado. O relatório ainda é preliminar e foi feito a partir de modelos computacionais baseados em dados de epidemias anteriores.

Redes socais para navegar esse período

Em tempo de isolamento imposto e necessário, o uso das redes sociais e recursos tecnológicos têm amenizado as distâncias, mas especialistas recomendam que as pessoas redobrem os cuidados com as notícias falsas – as fake news. Para combater a disseminação das fake news e evitar histeria social, o Ministério da Saúde está disponibilizando um número de WhatsApp para envio de mensagens da população. O canal, segundo a pasta, não deve ser utilizado como um Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) ou tira dúvidas dos usuários, mas um espaço exclusivo para receber informações virais, que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira.

Qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é (61) 99289-4640.

Fique em casa e fique bem

Adaptar-se à nova realidade, seja ela de trabalho ou de estudo, tem requerido que todas as cidades brasileiras desacelerassem seus ritmos, até mesmo em São Paulo, a cidade que não para. O isolamento é para o bem de todos, conforme orienta a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Estamos nos primeiros dias de isolamento social, mas aos poucos o Brasil inteiro está adotando procedimentos para evitar a evolução do novo coronavírus e, essencialmente, para proteger as pessoas mais frágeis, os idosos. O momento tem permitido que iniciativas como as pessoas cantando nas janelas a professores que sobem no telhado (com segurança) para dar aulas a quem está na sacada. São gestos que enchem a todos de esperança e de que ficar em casa, se puder, vai evitar que o problema avance. Acredita-se que com criatividade e solidariedade será possível fazer do isolamento social um período produtivo e positivo em favor da vida.

Texto e fotomontagem: Agência Republicana de Comunicação (Arco)

 

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Fonte: fogocruzadodf.com.br/noticias/brasil/politica/coronavirus-nao-e-ferias-melhor-ficar-em-casa

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