Não banalize a depressão, nem tenha preconceitos

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Não banalize a depressão, nem tenha preconceitos, não espere passar por ela para saber o que é ao sentir na pele a sua existência para que somente depois ajude quem as tem. Ela é um transtorno infeliz, com uma imensa seriedade, não é apenas uma oscilação de humor, é a devastação da realidade. Infelizmente a depressão falada aqui não é aquela formada de rochas cristalinas ou sedimentares, absoluta ou relativa, referente á geografia. Mas é aquela depressão que já supera um índice altíssimo de pessoas diagnosticadas.

Aquela depressão que já é a segunda maior causa de incapacitação no mundo, ou seja, de todas as doenças do mundo a depressão tira a capacidade de produção, de criação e de realização das pessoas. Uma doença extremamente séria e grave, um problema de saúde pública. Categorizada como leve, moderada ou grave, que pode depender muito da intensidade dos sintomas, causando impactos diversos no dia a dia de quem dela é acometido.

Depressão não é frescura, não é falta do que fazer. Depressão não é falta de Deus, quem tem fé também adoece.

Depressão é difícil e debilitante, é uma doença crônica de longa duração que não se resolve em curto espaço de tempo, que quando diagnosticada não é somente por um tipo de sintoma, mas por um conjunto todo, ela altera o senso de realidade para o negativo, fazendo da pessoa um ser pessimista. Ter depressão é sentir um vazio inexplicável, um arrastar de dias e noites, uma luta diária, um sufocar de sentimentos, são dores internas cravejadas na alma. Depressão é quando tem que sorrir pra não explicar a tristeza que insiste em existir.

Ela chega com sintomas massacrantes, trazendo um sentimento de vazio, desesperança, divagação de pensamentos. A depressão mata, porque ela aumenta o risco de suicídio, câncer, doenças cardíaca e cerebral, pode causar danos na memória, aumenta o hormônio de estresse e diminui o hormônio do apetite sexual. É por esses agravantes e muitos outros não citados aqui é que há uma necessidade urgente que as pessoas entendam que a dor do outro não é brincadeira e que a depressão é uma doença que merece respeito, consideração e atenção, pois muitos têm sua vida ceifada devido a esse transtorno.

É preciso estender as mãos, ter um olhar acolhedor e de respeito com as pessoas portadoras dessa infelicidade, que não se tenha preconceito, e que não ache ser algo fútil, mas que possa transmitir ao depressivo que com a ajuda de si mesmo, de profissionais especializados, da família e da compreensão do próximo esse episódio poderá ser revertido, tratado e curado.

Se você está lendo isso, saiba que não é por acaso.

Se, sofre desse mal, entenda que ele pode até ser o mal do século, mas não precisa ser necessariamente seu, procure ajuda porque não dura para sempre, se o bem vem e passa… O mal também. Existem pessoas capacitadas, informadas, que te dará todas as ferramentas para você manusear com todo o amor e dedicação essa situação difícil que está passando, queira o seu bem lute por ele, porque você é a perfeita criação divina manifestada por Deus.

E o merecimento da cura e da felicidade é todo seu! E se você não sofre disso, seja a pessoa que se não for capacitada, mas informada para ser o abraço amigo, a palavra consoladora, o amor expressivo que possa conduzir essa criatura fragilizada para um caminho adequado em busca da cura. Seja a pessoa que ouça o depressivo, para compreendê-lo, e não para respondê-lo! Não julgue sem saber… Porque isso pode acontecer com você!

Por: Lúcia Costa

Imagem de capa: Juan Pablo Arenas de Pexels