SuperAgro: o novo peso do ESG na concessão de crédito rural | Exame

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SuperAgro: o novo peso do ESG na concessão de crédito rural
SuperAgro: o novo peso do ESG na concessão de crédito rural
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SuperAgro: podcast discute resolução do Banco Central sobre o impacto de critérios ESG no financiamento rural (Jaelson Lucas/AEN/Agência Senado)

As discussões sobre a incorporação de critérios de sustentabilidade na avaliação de risco de crédito rural seguem a todo o vapor. O Banco Central lançou uma consulta pública este ano para a definição de parâmetros de ESG no agro que deverão impactar a concessão de financiamento. A expectativa é que a nova regra entre em vigor na safra 2021.

Na prática, os produtores rurais que adotarem práticas relativas à baixa emissão de carbono deverão ter acesso a condições melhores de crédito. Não que isso seja uma novidade no agro — a diferença é que, agora, a política deverá ser estendida a todas instituições financeiras.

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O Santander já utiliza critérios de sustentabilidade para negociar empréstimos junto a cooperativas agrícolas e grandes empresas do setor. Iniciativas como a revitalização de nascentes podem gerar descontos na taxa de juros. Do mesmo modo, problemas relacionados ao desmatamento podem representar um alterta vermelho para a liberação de financiamento.

Os novos critérios para condições de financiamento do agronegócio são o tema deste episódio do podcast SuperAgro, que traz semanalmente os desafios, as oportunidades e os grandes personagens do agronegócio brasileiro. Carlos Aguiar, diretor de Agronegócios do Santander, é o entrevistado desta edição. 

“A iniciativa do Banco Central visa ranquear os produtores de acordo com critérios de sustentabilidade”, diz Aguiar. “Isso pode gerar polêmica e por isso existe um debate muito grande no BC e na Federação Brasileira dos Bancos sobre como isso vai ser feito”.

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As conversas continuam. “Hoje, estamos no ponto de discutir os critérios objetivos que vão definir quem é mais sustentável ou menos”, afirma Aguiar. O mercado também discute a conveniência de certificadoras e auditorias especializadas realizarem inspeções e monitoramentos nas propriedades rurais. “Todo mundo sabe que produtor que adotar práticas sustentáveis vai ter um fluxo de caixa melhor e será mais produtivo no longo prazo. Agora, isso também irá influenciar o spread bancário”.

Fonte: exame.com/exame-agro/superagro-o-novo-peso-do-esg-na-concessao-de-credito-rural

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