9 de agosto de 2022



Um homem foi preso em Hampshire, no Reino Unido,
por ter publicado na internet bandeiras LGBT em formato de suástica. O vídeo da
prisão foi amplamente compartilhado nas redes sociais.

“Alguém sofreu de ansiedade por causa de sua
postagem nas mídias sociais. E é por isso que você está sendo preso”,
disse o policial ao deter o homem.

De acordo com a BBC, Darrin Brady, de 51 anos,
responderá por “comunicação maliciosa”, que, de acordo com as leis
britânicas, diz respeito ao “envio de cartas, comunicações eletrônicas,
artigos ofensivos ou ameaçadores com a intenção de causar angústia ou ansiedade
ao destinatário” e que “é uma ofensa criminal”.

O homem que fez o vídeo também foi preso. Segunda a
polícia, ele foi detido por “obstruir uma prisão”.

A comissária de Polícia e Crime de Hampshire, Donna
Jones, condenou as ações dos policiais. “Estou preocupada com a
proporcionalidade e a necessidade da resposta da polícia a esse
incidente”, disse. “Quando incidentes nas mídias sociais recebem duas
visitas de policiais, mas assaltos e arrombamentos nem sempre recebem uma
resposta da polícia, algo está errado”, completou Jones.

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Brad Polumbo, jornalista americano e colunista da
Foundation For Economic Education, também se opôs à ação da polícia britânica.
“Como John Locke explicou, os indivíduos têm direitos sobre suas pessoas e
propriedades, incluindo o direito de usar sua pessoa e propriedade para
comunicação. Mas ninguém tem direito a qualquer estado emocional em especial.
Fazer valer esse falso ‘direito’ para alguns significa violar os verdadeiros
direitos de outros: incluindo a liberdade de expressão. Realmente não importa
se você acha que o post do homem do Reino Unido era apenas uma piada ou foi odioso
e ofensivo. Todos nós devemos apoiar seu direito de falar livremente e até
mesmo dizer coisas que outros achem odiosas ou angustiantes sem ser perseguido
ou preso pelo governo”, escreveu.

“Esses critérios amplos e subjetivos podem ser
usados para acabar com qualquer ideia impopular e sufocar qualquer debate, por
mais crucial que seja. Se não somos livres para falar, então não somos
realmente livres para pensar”, concluiu o jornalista, lembrando que o
Reino Unido é terra de grandes pensadores, como Locke.


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