13 de agosto de 2022



Há um ano, a Secretaria de Segurança Pública do DF passou a disponibilizar o Painel Interativo de Feminicídios, com objetivo de dar mais transparência e aumentar a interação dos diversos segmentos da sociedade com o governo no enfrentamento à violência contra a mulher. Nesse período, foram 5,2 mil visitas ao site, ou cerca de 15 acessos diários.

“O grande número de acessos endossa a importância da disponibilização desses dados à população, gestores públicos, sistema de justiça, acadêmicos e imprensa. Os dados são sistematicamente atualizados, o que mostra nosso compromisso com a transparência”
Júlio Danilo, secretário de Segurança Pública

Os dados do Painel Interativo de Feminicídios são disponibilizados por meio de tecnologia de Business Intelligence (BI), semelhante ao Painel Covid, utilizado pelo Governo do Distrito Federal para divulgação das informações referentes à pandemia no DF.

De forma dinâmica e interativa, é possível ter acesso a análises e estudos da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios (CTMHF), da SSP-DF. São informações detalhadas de todos os feminicídios ocorridos no Distrito Federal desde a publicação da Lei nº 13.104, em março de 2015.

“O grande número de acessos endossa a importância da disponibilização desses dados à população, gestores públicos, sistema de justiça, acadêmicos e imprensa. Os dados são sistematicamente atualizados, o que mostra nosso compromisso com a transparência”, ressalta o secretário de Segurança Pública, Júlio Danilo. “O painel é, sem dúvida, uma forma de envolver cada vez mais todos os segmentos da sociedade no enfrentamento à violência contra mulher e essencial para a continuidade de implementação de políticas públicas”, completa.

Foto: Divulgação / SSP-DF

O titular da pasta ressalta a importância de parcerias e iniciativas para que vítimas de violência tenham, cada vez mais, acesso às políticas de proteção, aos mecanismos de denúncia e aos órgãos de proteção e repressão deste crime, evitando assim a escalada da violência.

“Pelos dados e análises que temos, é importante ressaltar que o feminicídio, muito dificilmente, é a primeira violência sofrida pela vítima. No próprio painel, em que temos um raio-x dos crimes ocorridos, verificamos que em cerca de 80%, desde 2015, as vítimas não haviam registrado um único boletim de ocorrência contra o autor. Já no decorrer da investigação, temos relatos no processo de familiares, amigos ou vizinhos, de que já tinham visto ou sabiam que aquela mulher havia sido vítima de violência”.

“A transparência dos dados será essencial para divulgar, também, o alto índice de elucidação dos feminicídios no DF, e que possibilitou a responsabilização dos autores, o que mostra que esta é uma temática prioritária em nossas investigações. Além disso, é democrática, disponível para toda a população”
Adriana Romana, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (Deam II)

Para o coordenador da CTMHF, Marcelo Zago, o alto número de acessos ao painel do feminicídio da SSP-DF demonstra o interesse da comunidade em participar da discussão. “Está evidente o interesse da população sobre esses dados, bem como das políticas e ações de enfrentamento ao feminicídio. Comemoramos o sucesso do painel, pois para a diminuição dos números desse fenômeno tão complexo, toda crítica, reflexão e contribuição é bem-vinda”, afirma Zago.

Os dados da CTMHF passaram a ser disponibilizados no site da SSP antes mesmo do lançamento do painel interativo, em março de 2021. “A diferença é que, com o painel, os dados foram disponibilizados de forma interativa ao usuário e não somente publicados de forma estática. A pesquisa de informações por meio da plataforma de BI possibilita a busca segmentada de informações”, argumenta Zago.

Uma das vantagens da divulgação de dados é poder mostrar o alto índice de elucidação de feminicídios no DF, como explica a titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (Deam II), delegada Adriana Romana. “A transparência dos dados será essencial para divulgar, também, o alto índice de elucidação dos feminicídios no DF, e que possibilitou a responsabilização dos autores, o que mostra que esta é uma temática prioritária em nossas investigações. Além disso, é democrática, disponível para toda a população”.

Os dados no painel contribuem, ainda, com o trabalho realizado pelo Policiamento de Prevenção Orientado à Violência Doméstica (Provid), da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que realiza visitas às vítimas de violência doméstica.

“Ano passado, foram acompanhadas 3.390 pessoas em contexto de violência doméstica, entre vítimas e agressores, sendo que, desse total, 1.798 eram vítimas mulheres. Ressaltamos, ainda, que não há entre as vítimas de feminicídio do DF mulheres que estavam em situação de monitoramento pelas equipes PROVID da PMDF quando de suas mortes e isso mostra o trabalho preventivo fundamental realizado por nossos policiais”, informa a coordenadora geral do Provid, Capitão Monica Pontes.

*Com informações da Secretaria de Segurança Pública

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